DUO


365 dias de luz • 365 days of light

Juntar fotografias que, à partida, nada têm em comum, é dar-lhes um significado diferente, uma outra dimensão. Este trabalho resulta desse exercício, criar complementaridade entre imagens, distantes no espaço e no tempo.

Putting together photographs that, at the outset, have nothing in common, is to give them a different meaning, another dimension. This work results from that exercise, creating complementarity between images, distant in space and time.

José Francisco


“Com a sua aparente – apenas aparente – dimensão objectiva, a fotografia é na realidade um  magnífico espaço para desenvolver a sugestão, a subjectividade e, inclusivamente, a irracionalidade. Os objectos mais humildes soltam, na sua mutação, um estranho magnetismo para o olhar, que procura sem cessar ‘o seu segredo’ mais além da suposta opacidade das formas que a natureza apresenta aos nossos olhos. O ponto de partida é a ideia de díptico: contrapor duas imagens totalmente distintas, sem nenhuma relação além daquela que o fotógrafo quis encontrar entre elas. Formas, texturas, cores, elementos em ocasiões inidentificáveis, criam rapidamente no espectador um deleite pela imagem pura, fora de contexto: não importa ‘donde vem’ cada imagem, mas sim as associações que despertam em nós as contraposições, por vezes subtis, por vezes violentas...”

“With it’s apparent - merely apparent - objective dimension, photography is effectively a magnificent space to develop suggestion, subjectivity and irrationality, even. The simplest objects mutate and offer up a strange magnetism to the gaze, avidly seeking the secret beyond the supposed opacity that nature presents us. The departure point is the concept of the diptych: contrasting two distinct images, unrelated but for the common ground the photographer sought to find. Form, texture and colour, elements of unidentifiable occasions quickly enthral the viewer with pure, decontextualized images. It matters not where each image came from, rather the associations that the subtle or violent contrasts stir within us…”

IDEP | Manuel Úbeda